Podemos tentar, mas é impossível conseguir

 É impossível enganar o tempo. Nós só enganamos a nós mesmos; mas, não sabemos por quanto tempo


Por que é impossível enganar o tempo?

O homem não inventou o tempo, inventou a sua contagem cronológica. A sua passagem não é controlável, só passa... Ou nós passamos? O tempo não cura e não faz esquecer; nós fingimos que estamos curados e que esquecemos, até que... O tempo, em algum tempo, nos virá cobrar por mentirmos para nós mesmos.


Como seriamos?

Como seria a humanidade se fossemos capazes de controlar absolutamente os nossos sentimentos, tanto os bons quanto os maus? E por que, mesmo com tanto tempo de existência, milhões de anos, não conseguimos este controle? Claro que é preciso levar em conta a questão das patologias que afetam a saúde mental, mas, este é um tema para os profissionais da saúde mental.
Ao considerar que é impossível enganar o tempo, refiro-me à um artifício, ou subterfugio, a que recorremos como legítima defesa contra sentimentos que nos fazem sofrer, mas que não conseguimos nos livrar deles. Então, passamos a acreditar no dito popular: “O tempo cura tudo.”


O tempo não apaga sentimentos verdadeiros, como amor, a saudade... 

Tentar enganar o tempo é tentar enganar a si mesmo. Há marcas deixadas em nosso emocional que só as enfrentando com entendimento e atitudes sensatas e, em muitos casos, com a ajuda de profissionais da saúde mental, e não tentando enterrar sentimentos feridos, porque o tempo nos virá cobrar por mentirmos para nós mesmos.


Fingir que esquecemos as nossas dores é como as enterrar vivas, como diz Freud.

O tempo não apaga e nem cura profundas dores emocionais. Nós fingimos que passou e tentamos conviver com elas. Se pudéssemos controlar sentimentos, a saudade não doeria tanto. Como disse Freud: "As emoções não expressas, nunca morrem. Elas são enterradas vivas e sairão mais tarde das piores formas.

Sob este conceito de Freud, é válido associar "mais tarde", com "em algum tempo".  Podemos dizer que, enquanto as nossas emoções permanecerem enterradas por nós, por todo este tempo, estaremos fingindo que as esquecemos. Seria como no dito popular, jogar a sujeira para debaixo do tapete.

Enquanto não dedicarmos um tempo para tratar as nossas feridas emocionais, não viveremos uma vida saudável, porque tempo é vida.

Gabriel Martins
• Nexialista | Filósofo Empírico
• Jornalista | Poeta | Escritor
• Mestre em Pintura e Fotografia |
• Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999)
• Idealizador do projeto: "A nossa relação com o tempo sob luzes e sombras"

Você pode estar se perguntando: 
 - O que é um Nexialista observador da essência humana?


Jamais devemos nos esquecer de que
tempo é vida

© Gabriel Martins
2026

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