Cada um é o museu da própria história

Museus não vivem de passado e não são depósitos de velharias inúteis.


Há almas nas artes vivas que habitam em cada obra guardada nos museus para contar as suas próprias memórias e existências.

Quando ouvir alguém dizer " quem vive de passado é museu", responda que museus não vivem de passado, existem para documentar e preservar materialmente experiências e aprendizados que são memórias da humanidade, para entender o passado, viver o presente e nortear os que virão no futuro. Ai de quem não tem história para contar. A sua vida seria comparada a um museu vazio e deserto.

O que você fez, faz e fará para despertar futuros interessados em visitar o museu da sua história?

Um boa analogia seria nos comparamos a um museu. Hoje, o que os visitantes encontrariam se você abrisse as portas do seu museu vivo? Salas e galerias repletas de aprendizados? Lições de vida? Memórias para contar? Quando estiver nos últimos metros da curta estrada da vida, você gostaria voltar ao museu das suas histórias e as encontrar bem guardadas e preservadas?

Só as memórias e o amor vencem o tempo.

Anos são uma contagem cronológica criada pelo homem para organizar o seu tempo e o ciclo de produção das culturas vegetais. A contagem de duração do tempo de vida de uma pessoa, leva em conta o da sua existência enquanto viveu. Mas a vida, no sentido dos legados e memórias deixadas em vida, ficam gravadas nos corações das pessoas. O tempo investido em conexões humanas reais evita que a nossa existência, quando morrermos, seja apagada e sem memórias, como um museu vazio e deserto, ou um "depósito de velharias inúteis."

Saiba que o tempo é o curador do museu da nossa vida. O que decidimos "expor" hoje é oque o tempo preservará para amanhã. Sem a gestão do consciente da vida do agora, o acervo do futuro ficará incompleto e com salas vazias.

Nós seremos o que fizermos, hoje, de bem ou mal, para alguém se lembrar

Nós somos o que fizermos para não sermos esquecidos. O passado não é uma simples caixa de memórias que com o tempo será degradada, levando com ela as memórias materiais da nossa existência, que deixarão de existir. Se não deixarmos memórias, os nossos descendentes não saberão quem fomos, apenas o que alguém se lembrar e se interessar em contar.

A imagem em branco não é um erro na postagem.

Representação de uma sala de um museu sem acervo uma vida sem história
Esta a representação de um espaço vazio como seriam as salas de um museu sem acervo.
Assim seria uma vida sem histórias para deixar

 

Gabriel Martins

• Filósofo Empírico | Nexialista
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