Esperar ou criar momentos especiais? Frida Kahlo desistiu
Momentos especiais são os que devemos provocar, e não ficar inertes esperando que aconteçam
Afinal! O que são os momentos especiais? Os que criamos ou os que, passivos, simplesmente esperamos que aconteçam?
Remeto esta crônica à Frida Kahlo.
"Se eu tiver que pedir, já não o quero mais."
Eu não vou te pedir que me dê um beijo. Nem que peças perdão quando acredito que o que você fez foi mau ou que tenha se equivocado. Tão pouco vou te pedir que me abraces quando isso seja o que mais necessito, ou que me convide a jantar no dia do nosso aniversário.
Não vou te pedir que venhamos a recorrer o mundo, a viver novas experiências, e muito menos vou te pedir que me dê a mão quando estejamos na metade dessa cidade.
Não vou te pedir que me digas o quão bonita estou, ainda que seja mentira, nem que me escrevas nada belo. Tão pouco vou te pedir que me chames para contar como foi o seu dia, nem que me diga que sente a minha falta.
Não vou te pedir que me agradeças por tudo que faço por ti, e que se preocupes comigo quando os meus ânimos estão no chão, e claro, não pedirei que me apoie em minhas decisões. Tão pouco vou pedir que me escutes quando tenho mil histórias para lhe contar.
Não vou pedir que me faças nada,
nem sequer que fique ao meu lado para sempre. Por que se tenho que lhe
pedir, já não o quero!
A carta de Frida e seu o nexo com o tempo
• Tese (Frida): o esgotamento de quem esperou tempo demais pelo que nunca veio — e não virá.
• Conflito (a pergunta): ficamos passivos, esperando que o “especial” caia do céu, ou somos nós que devemos apertar do nosso botão de “play”?
• Síntese (a ação): a decisão consciente de agir, para não herdar a tristeza do arrependimento deixada pela inércia.
• Nexo — temporalidade (a conexão): tudo passa pelo tempo de vida que perdemos enquanto esperamos.
Momentos especiais devem ser provocados e surpreendentes.
Momentos especiais não são eventos agendados pelo destino; são frestas que abrimos no cotidiano. Quando ficamos na inércia, esperando que o outro nos enxergue, acabamos nos enterrando em vida — como as emoções que Frida Kahlo guardou até não caberem mais em si.
Eu não me permito ficar na inércia, preciso provocar momentos especiais, ainda que em mensagens para demonstrar o meu carinho, a minha preocupação e o meu amor. E, assim, dou início a esta crônica.
Bom dia!
Não quero que me desculpe por tanta insistência em querer saber como está você, por ter te amado tanto, por tentar, com os meus braços manter ancorado no cais o grande navio, enquanto roça em meu rosto a forte corda que ainda o mantém ancorado, mas sendo esfacelada pelo tempo... Se devo pedir desculpas, que não seja pelo que faço, mas porque continuarei fazendo da mesma forma enquanto tempo eu tiver.
Por falar em amor, podemos dizer que amor é um universo dos melhores
sentimentos que fazem sentido e todos explicáveis pela saúde mental
Enquanto paixão é um sentimento único e inexplicável; é uma forma
de loucura. A paixão é um vício.
O que declarar para criar ou transformar um momento simples num
momento especial, quando se tem os dois sentimentos?
Pensando bem, o amor e a paixão nos dão a mesma vontade incontrolável
de dizer em todos os momentos as coisas mais lindas para alguém que nos
é especial, porque nunca acreditamos ter dito tudo, ou da
forma como gostaríamos de dizer.
Se não tentarmos criar, ou transformar um momento simples em especial,
como saberemos se a pessoa estaria precisando ou, se gostaria de ouvir o
quanto e o que a faz tão especial e insubstituível para nós? É preciso
lhe dizer, todos os dias; é como regar uma roseira.
O medo de tentar lhe criar momentos especiais, me manteria inerte em
mim mesmo, me impedindo de ser completo em mim, e de ser eu um pouco
mais feliz.
Assim, se todos dias eu não lhe perguntar se está bem, como foi ou está
sendo o seu dia, se lhe parecer que não me importo com você, se eu não
tentar lhe lhe criar momentos especiais, se não lhe provocar sorrisos
inesperados e se não repetir, sempre, o quanto a amo e para sempre, sou
eu quem irá chorar, hoje, amanhã e por todo o tempo que me resta.
Pensando bem, o amor e a paixão nos dão a mesma vontade incontrolável de dizer em todos os momentos as coisas mais lindas para alguém que nos é especial, porque nunca acreditamos ter dito tudo, ou da forma como gostaríamos de dizer.
Se não tentarmos criar, ou transformar um momento simples em especial, como saberemos se a pessoa estaria precisando ou, se gostaria de ouvir o quanto e o que a faz tão especial e insubstituível para nós? É preciso lhe dizer, todos os dias; é como regar uma roseira.
O medo de tentar lhe criar momentos especiais, me manteria inerte em mim mesmo, me impedindo de ser completo em mim, e de ser eu um pouco mais feliz.
Gabriel Martins• Nexialista | Filósofo Empírico
• Jornalista | Poeta | Escritor
• Mestre em Pintura e Fotografia |
• Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999)
• Idealizador do projeto: "A nossa relação com o tempo sob luzes e sombras"
• Palestrante observador das relações humanas com o tempo
• Jornalista | Poeta | Escritor
• Mestre em Pintura e Fotografia |
• Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999)
• Idealizador do projeto: "A nossa relação com o tempo sob luzes e sombras"
• Palestrante observador das relações humanas com o tempo
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