A Trilogia: Fernando Pessoa, Freud e o Tempo
Sobre esta trilogia, você deve estar se perguntando: O que tem a ver Fernando Pessoa x Freud e o Tempo?
E quando percebemos que o “nexo” nesta trilogia está no “tempo”?
A resposta é: quando entendemos que o tempo apenas divide a duração dos acontecimentos, e é o que nos alerta para não perdermos qualidade vida. Sempre priorizando o paradigma que precisa prevalecer: O tempo não pode reger a vida, e sim a vida pode e deve reger o tempo.
Em algum lugar, ao deixar a sua essência, que Fernando Pessoa denominou “criança”, para que, involuntariamente, um novo Fernando Pessoa passasse a habitar dentro de si e, este novo, fosse buscar realizações em outros tempos em detrimento da sua verdadeira essência. Isso, até que o “amigo” tempo chegasse para o alertar de que a sua nova existência, em tese, externamente “bem-sucedida” não contemplaria a sua verdadeira essência formada pela sensibilidade que o fazia um profundo pensador, ensaísta e filósofo autodidata, além de poeta.
1 – Na poesia de Fernando Pessoa (1888-1935)
Quanto “tempo” Fernando Pessoa demorou para perceber que, ao vir buscar o que queria ser, em algum lugar, havia deixado a sua (essência), sem imaginar que durante a sua busca iria sofrer, não só adaptações comportamentais, mas também características da sua personalidade que “libertavam” as suas emoções, que foram “enterradas vivas”? Como veremos em Freud.
A busca de Fernando Pessoa de volta no tempo para o reencontro
"A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou."
(Fernando Pessoa)
2 - Sobre a análise de Sigmund Freud (1856–1939)
Em Freud, a frase se auto conecta ao contexto dando nexo à trilogia proposta, pois “retornar” significa “voltar” do tempo e durante o tempo em que se mantiveram enterradas vivas:
“As emoções não declaradas nunca morrem. Elas são enterradas vivas e retornam das piores maneiras.”
(Freud)
Entre a métrica’ de Pessoa e a ‘escuta’ de Freud: surge uma conclusão: O tempo não passa por nós. Ele habita. Essência e emoções não são rastros que deixamos para trás, mas as luzes e a sombras que carregamos no agora.
O nexo desta trilogia se faz na afirmação: Tudo é só uma questão de tempo.
Gabriel Martins• Nexialista | Filósofo Empírico
• Jornalista | Poeta | Escritor
• Mestre em Pintura e Fotografia |
• Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999)
• Idealizador do projeto: "A nossa relação com o tempo sob luzes e sombras"
• Palestrante observador das relações humanas com o tempo
• Jornalista | Poeta | Escritor
• Mestre em Pintura e Fotografia |
• Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999)
• Idealizador do projeto: "A nossa relação com o tempo sob luzes e sombras"
• Palestrante observador das relações humanas com o tempo
Mais uma excelente reflexão sobre o tempo. Muito bacana conectar Fernando Pessoa e Freud.
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