Tudo tem início, meio e fim; mas nem tudo tem meios e propósitos

O prazer deve estar, também, no meio do processo de execução, e não somente no fim; pois os fins bem-sucedidos são o resultados dos meios utilizados.



Tudo tem início, meio e fim. Mas nem tudo tem propósito. E quando não tem?


O início e o meio fazem parte de processos de fluxos de quaisquer tipos, formas de vivência e de existência, seja nos reinos animal e vegetal, seja no mundo das aves e dos ambientes marítimos. Estes são os processos naturais que ditam os ciclos (fins) dos seus tempos e existenciais. Portanto, terão os seus fins determinados pelas leis da natureza, a quais vamos chamar de “propósitos naturais”.
O conceito de propósito refere-se à intenção, ao alvo ou à razão de ser por trás de uma ação ou da própria existência — isto sob o aspecto da natureza. Ele responde a perguntas como: "Por que estou aqui?" ou "Por que faço o que faço?", sendo o motor que ativa a necessidade de fazer escolhas e a busca por significado para elas. Esses são os propósitos que nos impulsionam a ir em frente.

E os propósitos não naturais?

Estes dizem respeito à criação de planos de viagens, projetos empresariais, aperfeiçoamento profissional e, entre tantos outros, o mais importante de todos: o de “como viver melhor”. Este é o propósito supremo, que dará sentido à sua busca e fornecerá os meios para a realização de todos os demais objetivos.

Na ausência de um propósito claro, qualquer esforço criativo, por mais que encontre um meio de dar os primeiros passos, tende a se esvair. Sem uma meta firmemente estabelecida, o processo é abandonado antes mesmo de alcançar o seu fim, sucumbindo diante dos primeiros obstáculos por falta de um motivo (propósito) concreto.

O propósito do projeto de palestras sobre “A nossa relação com o tempo”


O projeto nasceu de observações de um nexialista ao constatar as mudanças no comportamento da sociedade de um modo geral. Estas observações mostram como a sociedade tem deixado de observar e, principalmente, de respeitar e considerar o tempo necessário para desenvolver os meios. Este comportamento é derivado da pressa e da ansiedade de obter resultados "fins" bem-sucedidos. Agindo desta forma, o foco fica quase que somente na produtividade e nos resultados, alguns previsivelmente não satisfatórios.

O projeto "A nossa relação com o tempo" tem como objetivo alertar as pessoas para a urgência de estabelecer esse propósito para uma boa existência, ressaltando a necessidade de entender e agir sob o conceito de que “Tempo é vida” e, a partir deste entendimento adotar procedimentos baseados em respeitar os meios para que haja sucesso no fim. Afinal, como diz um sábio provérbio chinês: "Não basta saber; tem que fazer."

Gabriel Martins

• Filósofo Empírico | Nexialista
• Jornalista | Escritor| Poeta - Ver obras no Instagram →
• Mestre em Pintura e Fotografia | Artista Visual
• Fundador e Diretor do Ateliê Luzes e Sombras (Barra da Tijuca, desde 1999) Visite o site →
• Criador e Palestrante do Projeto 'A Nossa relação com o Tempo' Ver blog  →
• Observador e investigador das relações humanas com o seu tempo  Ver descrição →

Você deve estar se perguntando
O que é um Nexialista observador da essência humana?
Descubra aqui →

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos."
(Elmer G. Letterman)

Jamais devemos nos esquecer de que
tempo é vida




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quando saber viver pode ser uma questão de escolhas?

O nexo entre Newton, o tempo, a vírgula e o oásis

Podemos tentar, mas é impossível conseguir